
- Já trabalhou antes? Pergunta o gerente
- Não. Responde Alice com a cabeça baixa
- Alice me desculpa mais eu não posso contratar uma
pessoa que ainda tem 17 anos e nenhuma experiência. Sinto muito.
- Tudo bem seu Edvaldo eu agradeço.
- Boa noite para o senhor
- Boa noite Alice
Sabe quando você se sente um lixo, quando tudo que você
toca desaba, mesmo tentando ajudar todo mundo acaba ferindo as pessoas, era
assim que eu me sentia, um lixo, naquela noite fiquei sentada na calçada da
cafeteria, pensando enquanto lágrimas de “sangue” escorria dos meu olhos, falo
em sangue porque doía muito tudo aquilo que se passava naquele momento na minha
vida. O céu estava escuro mais a luz da lua clareava a noite.
Uma senhora de aproximadamente 60 anos desceu do carro
acompanhada do seu motorista e ela veio em direção à cafeteria, uma mulher
fina, que parecia que ter muito dinheiro.
- Moça porque você chora? Perguntou ela
- Minha vida que é um desastre! Respondi sem olhar pra
ela.
- Como pode uma menina da sua idade ter a vida como um
desastre, posso sentar?
- Na calcada?
- Sim, por quê? Não me importo.
-O seu vestido é branco!
- Esse é apenas mais um!Quando tinha a sua idade também
pensava que a minha vida seria um desastre, nesse tempo morava nos Estados
Unidos, minha mãe e meu pai, tinham uma fazenda em uma pequena cidade no norte
da Florida, me apaixonei por um garoto de 20 anos, eu tinha uns 18, agente se
encontrava escondidos do meu pai, porque se ele soubesse nunca que ele
permitiria o nosso namoro. Logo a nossa paixão ficava mais forte, agente já se
amava.
- Parecia muito lindo o Amor de vocês. Fala Alice agora
já olhando para ela
-Parecia. Só que em 1953, o Governo Americano, decretou
apoio a um país que estavam em batalha, os jovens de 18 aos 25 anos foram
convocados para a batalha e Charles, o meu Amor adolescente estava entre eles,
me lembro como se fosse hoje as lágrimas escorrendo dos nossos olhos na despedida,
ele foi para a batalha. Eu me lembro também de que arrumava um jeito de saber
noticias dele, eu ia ate a casa dele to do dia, e escondida ouvia as conversas
dos pais dele. Um dia chegou às correspondências, como não havia ninguém em
casa peguei as cartas, lá continha uma carta do governo americano, mencionando
o falecimento do Charles em prol do país, claro que os pais não sabiam, eu era
a primeira pessoa, a saber... Não consegui me conter, fiquei desesperada,
chorava muito, os pais dele chegaram e ficaram assustado com aquela cena na
porta da casa dele, olhei para o rosto da mãe dele e percebi que ela já sentia que
algo não estava bem, corri ao encontro dela e abracei, ela pegou a carta da
minha mãos e não me lembro mais de nada. Acordei em casa com o meu pai sentado
ao meu lado, minhas malas já estavam prontas, só me falou que viria morar no
Brasil com os meus avós, aceitei naquela hora não sabia mais de nada, só queria
esquecer de tudo, e começar uma vida nova aqui no Brasil. Como é o seu nome?
-Alice
- Alice o meu e Isabel, vamos tomar um café?
- Eu aceito.
- E você, porque sua vida esta um desastre?
- Eu vou lhe contar toda a Historia. E novamente falei
com a cabeça baixa, parece que não conseguia encarar toda aquela historia sem
que eu sentisse o tremendo peso em meus ombros.
Contei tudo a ela, ela ficou emocionada e disse que ia me
ajudar.
- Olha não moro nessa cidade moro em outro estado, estou
só a passeio, mas eu quero que você vá morar comigo, na minha casa.
- A senhora tem certeza? Fala Alice contente
- Claro preciso de uma companhia.
- Mas a senhora nem me conhece direito!
- Mais o pouco que conversei com você eu percebi que você
precisa de mim.
- Muito obrigado, mais eu não posso aceitar!
- Eu não aceito, um não como resposta.
- Eu não aceito, um não como resposta.
- Dona Isabel, eu agradeço muito por a sua proposta, eu
vou com a senhora sim!
Isabel me deu casa, roupa e moradia, nos tornamos grandes amigas, os anos se passaram, e a velhice foi tomando conta da vida de
Isabel, ela nem consegui andar mais, dependia de uma cadeira de rodas, havia um
lago ali próximo da casa dela que sempre íamos lá, Ela morava sozinha somente
com os empregados ela veio a falecer com 70 anos, tinha uma doença cronica. Ela
dividiu todos os seus bens com os empregados, e eu fui a que mais se beneficiou
além de uma grande quantia em dinheiro ela deixou a mansão dela no meu nome.
Jacke era um grande amigo meu, ele era jardineiro da casa, estava na hora de
tomar novos rumos, esse rumo era a minha antiga cidade.
Não gostei da demora da publicação. Faça o favor de publicar sempre pela manhã, pq eu já acordo com vontade de ler!
ResponderEliminarAgradecida *-*
estou me apegando a esse livro a cada dia que passa *-*
ResponderEliminar-Kriscia
Kriscia, fico feliz por sua Opinião
ResponderEliminar