quarta-feira, 20 de novembro de 2013

2 Doce amor Americano

- Já trabalhou antes? Pergunta o gerente
- Não. Responde Alice com a cabeça baixa
- Alice me desculpa mais eu não posso contratar uma pessoa que ainda tem 17 anos e nenhuma experiência. Sinto muito.
- Tudo bem seu Edvaldo eu agradeço.
- Boa noite para o senhor
- Boa noite Alice
Sabe quando você se sente um lixo, quando tudo que você toca desaba, mesmo tentando ajudar todo mundo acaba ferindo as pessoas, era assim que eu me sentia, um lixo, naquela noite fiquei sentada na calçada da cafeteria, pensando enquanto lágrimas de “sangue” escorria dos meu olhos, falo em sangue porque doía muito tudo aquilo que se passava naquele momento na minha vida. O céu estava escuro mais a luz da lua clareava a noite.
Uma senhora de aproximadamente 60 anos desceu do carro acompanhada do seu motorista e ela veio em direção à cafeteria, uma mulher fina, que parecia que ter muito dinheiro.
- Moça porque você chora? Perguntou ela
- Minha vida que é um desastre! Respondi sem olhar pra ela.
- Como pode uma menina da sua idade ter a vida como um desastre, posso sentar?
- Na calcada?
- Sim, por quê? Não me importo.
-O seu vestido é branco!
- Esse é apenas mais um!Quando tinha a sua idade também pensava que a minha vida seria um desastre, nesse tempo morava nos Estados Unidos, minha mãe e meu pai, tinham uma fazenda em uma pequena cidade no norte da Florida, me apaixonei por um garoto de 20 anos, eu tinha uns 18, agente se encontrava escondidos do meu pai, porque se ele soubesse nunca que ele permitiria o nosso namoro. Logo a nossa paixão ficava mais forte, agente já se amava.
- Parecia muito lindo o Amor de vocês. Fala Alice agora já olhando para ela
-Parecia. Só que em 1953, o Governo Americano, decretou apoio a um país que estavam em batalha, os jovens de 18 aos 25 anos foram convocados para a batalha e Charles, o meu Amor adolescente estava entre eles, me lembro como se fosse hoje as lágrimas escorrendo dos nossos olhos na despedida, ele foi para a batalha. Eu me lembro também de que arrumava um jeito de saber noticias dele, eu ia ate a casa dele to do dia, e escondida ouvia as conversas dos pais dele. Um dia chegou às correspondências, como não havia ninguém em casa peguei as cartas, lá continha uma carta do governo americano, mencionando o falecimento do Charles em prol do país, claro que os pais não sabiam, eu era a primeira pessoa, a saber... Não consegui me conter, fiquei desesperada, chorava muito, os pais dele chegaram e ficaram assustado com aquela cena na porta da casa dele, olhei para o rosto da mãe dele e percebi que ela já sentia que algo não estava bem, corri ao encontro dela e abracei, ela pegou a carta da minha mãos e não me lembro mais de nada. Acordei em casa com o meu pai sentado ao meu lado, minhas malas já estavam prontas, só me falou que viria morar no Brasil com os meus avós, aceitei naquela hora não sabia mais de nada, só queria esquecer de tudo, e começar uma vida nova aqui no Brasil. Como é o seu nome?
-Alice
- Alice o meu e Isabel, vamos tomar um café?
- Eu aceito.
- E você, porque sua vida esta um desastre?
- Eu vou lhe contar toda a Historia. E novamente falei com a cabeça baixa, parece que não conseguia encarar toda aquela historia sem que eu sentisse o tremendo peso em meus ombros.
Contei tudo a ela, ela ficou emocionada e disse que ia me ajudar.
- Olha não moro nessa cidade moro em outro estado, estou só a passeio, mas eu quero que você vá morar comigo, na minha casa.
- A senhora tem certeza? Fala Alice contente
- Claro preciso de uma companhia.
- Mas a senhora nem me conhece direito!
- Mais o pouco que conversei com você eu percebi que você precisa de mim.
- Muito obrigado, mais eu não posso aceitar!
- Eu não aceito, um não como resposta.
- Dona Isabel, eu agradeço muito por a sua proposta, eu vou com a senhora sim!
Isabel me deu casa, roupa e moradia, nos tornamos grandes amigas, os anos se passaram, e a velhice foi tomando conta da vida de Isabel, ela nem consegui andar mais, dependia de uma cadeira de rodas, havia um lago ali próximo da casa dela que sempre íamos lá, Ela morava sozinha somente com os empregados ela veio a falecer com 70 anos, tinha uma doença cronica. Ela dividiu todos os seus bens com os empregados, e eu fui a que mais se beneficiou além de uma grande quantia em dinheiro ela deixou a mansão dela no meu nome. Jacke era um grande amigo meu, ele era jardineiro da casa, estava na hora de tomar novos rumos, esse rumo era a minha antiga cidade.

3 comentários:

  1. Não gostei da demora da publicação. Faça o favor de publicar sempre pela manhã, pq eu já acordo com vontade de ler!
    Agradecida *-*

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  2. estou me apegando a esse livro a cada dia que passa *-*
    -Kriscia

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